Chuvas torrenciais provocam inundações e danos na ilha grega de Creta
Chuvas torrenciais provocaram inundações e danos significativos em Creta, a maior ilha da Grécia, obrigando a retirada de alguns turistas, anunciaram as autoridades neste sábado (3).
"Temos problemas graves, foi acumulado um volume maciço de água", declarou à AFP o prefeito de Ierapetra, Emmanouil Fragkoulis, depois que chuvas intensas atingiram essa localidade no sudeste da ilha.
Segundo o prefeito, várias estradas ficaram bloqueadas e cobertas de destroços arrastados pelas enxurradas. Uma mulher foi levada ao hospital por precaução e alguns turistas tiveram de ser evacuados.
Em Chania, um dos principais centros turísticos de Creta, o histórico porto veneziano sofreu danos devido à forte agitação marítima, que também atingiu restaurantes e estabelecimentos ligados ao turismo.
As autoridades da Defesa Civil pediram aos moradores de várias localidades que limitassem seus deslocamentos e fossem para áreas elevadas.
Equipes de resgate trabalhavam para desobstruir estradas afetadas por pequenos deslizamentos de terra e pelo acúmulo de materiais arrastados pelas chuvas.
Em uma estrada entre Ierapetra e Sitia, na costa nordeste, 23 pessoas ficaram presas dentro de seus veículos, segundo a televisão pública ERT.
Além disso, um táxi que transportava três turistas foi arrastado por uma enxurrada antes de ficar bloqueado contra um talude, o que permitiu que o motorista e os passageiros saíssem ilesos.
As chuvas também deixaram isolados oito funcionários do parque nacional das Gargantas de Samaria, um dos principais atrativos naturais da ilha, segundo a agência ANA. As autoridades asseguraram que eles se encontravam em um lugar seguro e contavam com alimentos, medicamentos e abrigo.
Creta permanecia neste sábado sob alerta vermelho, o nível mais alto de vigilância meteorológica.
No departamento de Chania foram registrados 420 milímetros de chuva entre sexta-feira e a tarde de sábado, segundo o Observatório Nacional de Atenas. Os ventos fortes no mar Egeu obrigaram ainda à suspensão de parte do tráfego marítimo, mantendo numerosos ferries atracados nos portos de Pireu, Lavrio e Rafina durante boa parte do dia.
G.Karamanlis--AN-GR