Athens News - Israel anuncia 'reabertura limitada' da passagem de fronteira de Rafah

Israel anuncia 'reabertura limitada' da passagem de fronteira de Rafah
Israel anuncia 'reabertura limitada' da passagem de fronteira de Rafah / foto: Bashar Taleb - AFP

Israel anuncia 'reabertura limitada' da passagem de fronteira de Rafah

Israel anunciou, nesta segunda-feira (26), uma "reabertura limitada" da passagem de fronteira de Rafah entre Gaza e Egito, conforme estipulado no acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro, após negociações com enviados dos Estados Unidos em Jerusalém.

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"Como parte do plano de 20 pontos do presidente (Donald) Trump, Israel concordou com uma reabertura limitada da passagem de Rafah apenas para tráfego de pedestres, sujeita a um mecanismo completo de inspeção israelense", anunciou o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, na rede X.

A passagem de fronteira de Rafah é um ponto de entrada vital para a ajuda humanitária na Faixa de Gaza. As Nações Unidas e organizações humanitárias pedem há muito tempo sua reabertura.

No entanto, desde que o cessar-fogo em Gaza entrou em vigor, as autoridades israelenses não haviam autorizado sua reabertura, alegando que o movimento islamista Hamas ainda não havia libertado o corpo do último refém israelense mantido em Gaza, o policial Ran Gvili.

A família do refém pediu às autoridades israelenses que não prosseguissem para a segunda fase do cessar-fogo até que seu corpo fosse devolvido.

A segunda fase envolve o desarmamento do Hamas, a retirada gradual do exército israelense, que ainda controla aproximadamente metade da Faixa de Gaza, e o envio de uma força internacional.

Mas a mídia israelense noticiou no domingo que os enviados de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, instaram Netanyahu a reabrir Rafah sem esperar pela repatriação dos restos mortais de Gvili.

Kushner e Witkoff chegaram a Israel no domingo para conversas sobre o futuro da Faixa de Gaza.

- Busca no cemitério -

Enquanto isso, as forças israelenses realizavam buscas em um cemitério no norte de Gaza, no domingo, pelos restos mortais de Gvili, o último refém capturado pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro de 2023.

"A operação está sendo realizada em um cemitério no norte de Gaza e envolve extensos esforços de busca, utilizando todos os recursos de inteligência disponíveis", afirmou o gabinete de Netanyahu, acrescentando que os esforços continuariam "enquanto fosse necessário".

O Hamas confirmou as buscas e acrescentou que forneceu aos mediadores as informações que possuía sobre a localização onde "os restos mortais do refém poderiam ser encontrados".

Gvili era um oficial da unidade de elite da polícia israelense Yasam e tinha 24 anos no dia em que o Hamas lançou o ataque em território israelense que desencadeou a guerra em Gaza.

Um oficial militar israelense disse à AFP que havia indícios de que Gvili "pode ter sido enterrado na área" onde as buscas estavam sendo realizadas.

"Unidades especializadas estão no terreno, incluindo rabinos, equipes de busca e especialistas em odontologia", acrescentou.

Enquanto isso, a Agência das Nações Unidas para Refugiados da Palestina (UNRWA) informou que sua sede em Jerusalém Oriental, já parcialmente demolida, foi incendiada.

A UNRWA não forneceu detalhes sobre a causa do incêndio no imóvel, que as autoridades israelenses começaram a demolir na terça-feira, um ano após proibirem as operações da agência da ONU no país.

"Após ser invadida e demolida pelas autoridades israelenses, a sede da UNRWA em Jerusalém Oriental ocupada foi incendiada", disse a agência em um comunicado.

Israel tem acusado repetidamente a UNRWA de ser usada por combatentes do Hamas.

A guerra entre Israel e o Hamas deixou pelo menos 71.657 mortos em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde do território, considerados confiáveis pelas Nações Unidas.

O ataque do Hamas no sul de Israel, que desencadeou o conflito em 7 de outubro de 2023, deixou 1.221 mortos, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.

H.Christodoulou--AN-GR