Athens News - Grécia evacua parte de um subúrbio de Atenas devido aos incêndios

Grécia evacua parte de um subúrbio de Atenas devido aos incêndios

Grécia evacua parte de um subúrbio de Atenas devido aos incêndios

Bombeiros combateram vários incêndios na Grécia nesta sexta-feira (31), onde fortes ventos obrigaram as autoridades a ordenar a evacuação de parte de um subúrbio de Atenas.

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Em uma mensagem enviada para celulares no final da tarde desta sexta-feira, a Defesa Civil solicitou a evacuação preventiva de parte de Chaidari, um bairro localizado 11 km a oeste da capital grega.

"Há casas localizadas perto do epicentro" do incêndio, alertou Vassilis Vathrakogiannis, porta-voz do Corpo de Bombeiros, em uma coletiva de imprensa. "Por isso, mensagens de alerta foram enviadas", disse.

"Quatro aviões-tanque, cinco helicópteros e mais de 100 bombeiros foram mobilizados para combater o incêndio em Chaidari", disse um porta-voz do Corpo de Bombeiros à AFP.

Essa nova frente de incêndio se soma a outros focos que surgiram nos últimos quatro dias, primeiro na ilha turística de Paros, nas Cíclades, e depois na região próxima à cidade de Rethymno, em Creta.

Na Europa, este verão foi marcado por ondas de calor e seca, que causaram incêndios de proporções históricas na Espanha e na França, agora sob controle.

O calor extremo, que os cientistas atribuem à mudança climática provocada pela atividade humana, ressecou a vegetação e os solos no continente europeu, aumentando o risco de incêndios.

"Meu café foi destruído. Este lugar sustentava duas famílias, a minha e a do meu filho", contou à AFP Thrasyvoulos Paterakis, 69 anos, proprietário de um café na localidade de Agia Galini. "Agora estamos na rua", lamentou.

Um incêndio atingiu a localidade turística no sul de Creta na quarta-feira à noite e quase 8 mil turistas e moradores foram obrigados a abandonar a região. A maioria foi autorizada a retornar, mas os danos são consideráveis.

- "Não sobrou nada" -

Outro incêndio foi registrado na costa norte da ilha, ao sul da cidade de Retimno, onde 4.500 hectares foram queimados nos últimos dias, segundo o site meteo.gr do Observatório Nacional de Atenas.

Embora a situação na região esteja "melhor", o incêndio "ainda não está sob controle e ainda há muitos focos", disse à AFP um porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Na vizinha Turquia, centenas de bombeiros enfrentam ventos fortes para apagar um incêndio próximo à localidade de Cine, no sudoeste do país.

"Fomos reduzidos a cinzas, não sobrou nada. Meu cachorro não está mais aqui, eu o amava mais do que à minha própria vida", declarou Arzu Celep à imprensa local.

O ministro das Florestas, Ibrahim Yumakli, declarou na quinta-feira que seis incêndios permaneciam ativos em todo o país, mas cinco estavam em grande parte sob controle nesta sexta-feira.

- Incêndio controlado na França -

Na França, o grande incêndio que devastou 42.000 hectares no sudoeste do país permanece "estável", mas ainda persistem "setores ativos", informaram as autoridades.

O pior incêndio florestal na França desde 1949 forçou mais de 220 mil pessoas de Gironde a abandonarem a região vinícola, durante a movimentada temporada de verão, e destruiu quase 240 residências. Segundo as autoridades, 198 mil pessoas já tinham voltado para casa nessa sexta-feira à noite, ou para o que resta delas.

Na vizinha Espanha, o governo suspendeu na quinta-feira o estado de emergência decretado na semana passada devido a um incêndio florestal que ameaçava áreas próximas de Madri. As autoridades anunciaram que não restavam "focos ativos".

Porém, uma nova onda de calor afeta o país e as autoridades alertaram que o risco continua "muito elevado".

Em Portugal, quase mil bombeiros lutavam contra um incêndio florestal na localidade norte de Valpaços, que devastou pelo menos 6.000 hectares desde terça-feira, segundo a Proteção Civil.

Outro incêndio mobilizou quase 200 pessoas no município vizinho de Chaves.

Uma nova onda de calor afeta a Europa Central, onde as temperaturas podem chegar a 41°C nos próximos dias.

Vários países da região reforçaram as medidas de emergência diante dos riscos de incêndios e da crescente pressão sobre as redes de água e energia.

R.Papakonstantinou--AN-GR