Pacífico mexicano resiste a passagem de furacão
Estradas bloqueadas, árvores caídas e telhados arrancados, mas sem mortos ou feridos graves. Cidades mexicanas na costa do Pacífico resistiram nesta terça-feira à passagem do furacão Polo, que tocou a terra no limite entre as categorias 2 e 3 da escala Saffir-Simpson, na altura do estado de Baja California Sur.
Os vilarejos San Carlos e Adolfo López Mateos, de residências humildes e que vivem principalmente do turismo, permaneceram de pé, em meio aos ventos do furacão.
Jornalistas da AFP não conseguiram chegar à área mais afetada, devido ao transbordamento de um riacho, que causou o desabamento de uma ponte na rodovia.
A empresa elétrica estatal trabalhava para restabelecer o serviço. Autoridades prometeram ajudar com reparos em residências e a dragagem das ruas alagadas.
Um navio militar chegou à região com 2.000 lotes de alimentos e suprimentos essenciais, 8.000 litros de água potável, duas retroescavadeiras, três veículos pesados de transporte, três barcos do tipo zodiac, uma equipe de dragagem e um helicóptero "para dar apoio à população", informou a Marinha.
Após cruzar a Baja California, o furacão voltou a tocar a terra no México, enquanto meteorologistas monitoravam a tempestade tropical Rachel, que também deve atingir a península, localizada no noroeste do México.
O estado de Baja California Sur é uma das áreas mexicanas mais expostas à temporada de ciclones, que devem ser mais intensos neste ano, devido ao fenômeno El Niño.
O Polo apresentou um comportamento errático desde o início, com mudanças repentinas de intensidade, passando da categoria 4 para a 5 diversas vezes antes de atingir a costa e continuar sua trajetória em direção ao continente mexicano.
As forças militares mobilizaram quase 7.000 efetivos em Baja California Sur, onde as aulas e atividades marítimas foram suspensas. Segundo o governador do estado, cerca de 700 pessoas procuraram os abrigos habilitados.
P.Mavros--AN-GR