Athens News - Espanha afirma que mais de 5.300 migrantes deixaram Ceuta neste mês

Espanha afirma que mais de 5.300 migrantes deixaram Ceuta neste mês
Espanha afirma que mais de 5.300 migrantes deixaram Ceuta neste mês / foto: Antonio Sempere - AFP

Espanha afirma que mais de 5.300 migrantes deixaram Ceuta neste mês

A Espanha informou, neste domingo (13), que mais de 5.300 migrantes que permaneceram em Ceuta após o fluxo migratório em massa no final de julho retornaram ao Marrocos em um mês.

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Esses números são divulgados em um momento em que o primeiro-ministro socialista, Sánchez, está sob pressão devido a questionamentos sobre a rapidez com que os migrantes estão sendo devolvidos ao Marrocos a partir desse enclave espanhol de 18,5 km².

O governo tem enfrentado fortes críticas desde que quase 70.000 migrantes entraram no pequeno território espanhol vindos do Marrocos nos dias 30 e 31 de julho. Ceuta é uma das duas únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e a África.

A maioria retornou ao Marrocos em poucas horas, mas o fluxo maciço de migrantes, a pé ou a nado, para o enclave deixou dezenas de mortos e desaparecidos.

O governo da Espanha enfrenta a difícil tarefa de identificar os milhares de migrantes que estão em Ceuta há semanas para verificar seu direito de asilo. O governo também deve respeitar os direitos dos menores desacompanhados, que não podem ser deportados sumariamente.

O ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, afirmou em um vídeo publicado nas redes sociais que, desde 10 de agosto, 5.321 pessoas "retornaram voluntariamente" ao Marrocos.

Torres acrescentou que "90 pessoas renunciaram" ao direito internacional e que aproximadamente 1.000 estão sendo registradas com o objetivo de serem enviadas de volta ao Marrocos.

O ministro não especificou quantos migrantes permanecem em Ceuta após esses retornos, um número que gerou controvérsia entre o governo de esquerda e a cidade, governada pela direita.

O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, do Partido Popular, estimou que haja aproximadamente 13.000 migrantes, enquanto o governo central afirma que o número é significativamente menor.

Os quase 80.000 habitantes deste enclave protestam contra os acampamentos montados nas praias, onde os migrantes dormem. Também há migrantes dormindo nas ruas, os quais acusam o governo de abandono.

O Ministério das Migrações anunciou neste domingo a criação de 864 vagas em abrigos temporários para os estrangeiros, elevando o total para 4.300, com o objetivo de chegar a 6.000.

Além da gestão da crise humanitária, Sánchez enfrenta questionamentos sobre o que o governo sabia antes do fluxo maciço de migrantes e qual o papel desempenhado por Marrocos, país com o qual a Espanha tenta melhorar as relações há anos.

C.Makris--AN-GR