Athens News - Kast volta atrás em reforma de segurança com pouco apoio no Chile

Kast volta atrás em reforma de segurança com pouco apoio no Chile
Kast volta atrás em reforma de segurança com pouco apoio no Chile / foto: RODRIGO ARANGUA - AFP

Kast volta atrás em reforma de segurança com pouco apoio no Chile

O governo do presidente chileno, José Antonio Kast, anunciou no Congresso a retirada de seu projeto de reformas na área de segurança, que teve apoio escasso e críticas de diversos setores políticos, inclusive da situação.

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O pacote propunha oito modificações na Constituição, entre elas a criação de um estado de exceção bastante criticado, que poderia ser decretado por 240 dias, sem aprovação do Parlamento, e restringir as liberdades de circulação e reunião em caso de grave ameaça à segurança pública.

Sua retirada na noite de terça-feira foi um duro golpe para o presidente de extrema-direita. O endurecimento das medidas de segurança foi uma de suas principais propostas de campanha de linha-dura contra o crime.

Uma comissão do Senado trabalhou paralelamente em outra reforma para substituir a do governo. O Executivo optou por apoiar esse projeto, que foi apresentado nesta quarta-feira (7).

"Dado esse trabalho (dos senadores) e o respeito aos acordos, não vamos perseverar com a reforma que havíamos apresentado", disse em mensagem televisionada no Congresso o ministro do Interior, Claudio Alvarado.

O novo projeto busca qualificar o crime organizado como uma ameaça aos direitos fundamentais, segregar os presos para evitar crimes planejados dentro das prisões e estabelecer a duração dos estados de emergência em 30 dias, cujas prorrogações devem ter autorização parlamentar.

A proposta original de Kast foi amplamente reprovada pelos legisladores, incluindo vários de seus aliados de direita e membros da própria coalizão de governo.

A ONG internacional Human Rights Watch expressou preocupação com o estado de exceção proposto e outras medidas relacionadas, como a possibilidade de interceptar comunicações e requisitar bens.

Centenas de manifestantes foram às ruas de Santiago em setembro em repúdio às reformas e protagonizaram confrontos com a polícia.

O Chile é um dos países mais seguros da América Latina, embora homicídios e sequestros tenham aumentado nos últimos anos com a chegada de grupos criminosos como o venezuelano Tren de Aragua.

A taxa de homicídios do Chile foi de 5,4 por 100.000 habitantes em 2025, o dobro do registrado uma década atrás.

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G.Karamanlis--AN-GR